sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Aniversário e Rugby

No dia dos anos do Francisco, só para chatear, esteve um dia péssimo, em que choveu imenso. A temperatura é sempre alta, mas as chuvadas foram muitas e intensas. Tinha combinado com o Kiko um passeio de helicóptero de manhã e depois ... almoço no Porcão! Fizemos o passeio (mais pequeno do que o que eu gostava, mas o Cristo estava todo tapado por nuvens) e eles gostaram muito.



Na seguinte dá para ter uma ideia do tamanho do Kiko ... O Mi claro que estava em pé em cima de um banco! E nem calculam a dificuldade que tive em tirar uma fotografia com os 3 ... empurraram-se, pontapearam-se, fizeram corninhos, e depois de gritos e ameaças que já não iam no helicoptero lá me deixaram tirar a fotografia. E até conseguiram ficar com ar de meninos bem educados!


Eu e o Grande ... Vejo esta fotografia e só me lembro de um programa do Jô Soares em que alguém dizia "Pensar que eu saí de dentro d'ela!"


O almoço no Porcão foi outro dos pontos altos do dia. Ainda hoje fico enjoada só de pensar na quantidade de kilos de carne que o Kiko comeu! E o João também tem futuro. Um restaurante para irem, sem dúvida, com o Avô Fernando!




Ontem fomos à praia ao final do dia e o Kiko deu aulas de rugby à criançada. Gostei muito de ver o respeito que o meu Janica teve com o treinador. Fez tudo o que lhe diziam e foi um excelente aluno. Coitadinho, até flexões o pobre miúdo teve que fazer! Fiquei muito orgulhosa das atitudes dos meus dois filhos mais velhos. E vejam lá se não estão os dois tão elegantes!




O Mi não treinou :( . Segundo o treinador Kiko ele não faz o que lhe mandam ... e não quer mexer-se muito ... Mas não faz mal, tomou muitos banhos e bebeu o seu côcô ao pé da Mamã!


Para a semana vou de certeza ter muitas novidades para dar: os meus trengos começam as aulas (Ufff!) e nós vamos sábado e domingo para o treinos da escola de Samba .............

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Parabéns ao Grande!

Faz hoje 16 anos que ganhei mais um “estado”, talvez o mais importante de todo o meu ser.
Nasceu o Francisco e de repente passei a ser Mãe. Lembrarei os detalhes desse dia sempre (ou pelo menos até ser mentalmente capaz). Foi de repente, 15 dias antes do previsto. A angústia do inesperado e do desconhecido, o mistério da existência ou não de dor, a ausência dos meus Pais, a impaciência por o conhecer, por o saber bem, e a mistura de todos estes sentimentos, era tão explosiva que acho que por muitos anos que viva nunca me vou sentir assim novamente. Posso estar a ser injusta com os meus outros filhos, mas a realidade é esta mesmo, não fosse ele o meu primeiro filho. Era miúda, nunca tinha sequer trocado uma fralda! E de repente lá apareceu o Kiko, pequenino e lindo. E lá tive que aprender a mudar fraldas, a dar biberons, a perder noites na Estefânia com faltas de ar e otites. Sinceramente, no princípio, tinha medo dele, de não saber tratar dele, de sentir que pela primeira vez na vida tinha alguém totalmente dependente de mim e de quem gostava mais do que de mim própria. Valeu-me o Pedro, muito mais racional e pragmático do que eu, e que interpretava o malvado livro do Dr. Spock enquanto eu e o bebé chorávamos durante a noite (ele com cólicas e eu … porque sim!).


O Kiko é o meu grande companheiro, um menino que sempre foi muito meu amigo, desde pequenino. Portava-se lindamente e era um verdadeiro “senhor”. Sempre foi assim, bem educadinho, meigo, amigo do seu amigo, com um sentido de justiça único. Tem um feitio completamente diferente do meu – é calmo, tranquilo, calado, pacato, caseiro, gosta de desporto, não ferve em pouca água, pensa antes de falar. E se calhar é por isso que me dou tão bem com ele. Admiro-o imenso. Gostava de ser como ele em tanta coisa. Ao dizer isto parece que estou a falar de uma pessoa mais velha, mais madura do que eu. Mas não – estou a falar do meu menino, que faz hoje 16 anos. Sinto que quando eu crescer quero ser como ele! O bem que ele me faz quando eu estou à beira de uma fúria e ele me diz, do alto do seu 1,80m “Mãe, calma! Não fique assim! Acalme-se lá.”
O Francisco tem sido uma grande ajuda para mim nestes primeiros meses de “emigração”. O exemplo que ele me dá faz-me pensar e reflectir muita coisa. A sua atitude quando soube desta nossa mudança de vida deixou-me estupefacta, e a admiração que sinto pela maneira de ele ser cresceu ainda mais. O seu olhar calmo, directo, tranquilo faz-me seguir em frente, com força. Ele ajuda-me, fala comigo, dá-me uns abraços fantásticos, dá-me um beijo quando sabe que eu mais preciso. Também me melga bastante e “passo-me” com ele por ser tão desarrumado, tão trapalhão. É teimoso que se farta. E não me faz companhia quando eu quero ir para as compras ou para a praia!
O tempo passa e sinto que o meu menino está a crescer rápido de mais. E não é só crescer fisicamente (está enorme ….). É tudo o resto. Já tem asas, já voa sozinho. Mas eu preciso tanto que ele voe ao meu lado, que, de vez em quando, me olhe e me dê a mão. Espero que ele continue pela vida fora a ser o “miúdo impecável” que tem sido até agora. Que a vida não lhe pregue partidas. Que não se magoe ao ponto de o fazer mudar e perder a sua integridade. E que continue sempre a dar-me aqueles abraços que são únicos e com os quais não sei viver!   

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Em falta

Estou em falta com este meu diário e, claro, com os meus seguidores. Já faz muito tempo que não actualizo esta crónica. As razões são várias mas sinceramente tudo se resume a "falta de inspiração". Nem sempre é fácil arranjar temas de conversa, e muito menos temas para "redacções". É por isso que estive um período sem actualizar o bloguidani. Mas já recebi reclamações e por isso hoje resolvi-me a dedicar uns minutos a esta agradavel tarefa.

Os miúdos estão de férias desde Dezembro (!!!) e regressam ao colégio no início de Fevereiro. O principio de Janeiro foi cansativo - chovia a potes, eles sem nada para fazer e sem lugar para ir, ..., gritos, espancamentos, castigos e berraria foram estados constantes no nosso dia-a-dia. Tanto que nos decidimos a sair daqui para fora durante uns dias, para ver se arejavamos a cabeça. Acho que a razão principal foi mesmo para EU arejar a cabeça e não entrar em loucura total. Mas foi uma óptima decisão. Colamo-nos aos amigos Solla, que iam para Trancoso (Bahia,) e fomos lá passar a semana passada. Adoramos. Praias lindas com águas mornas. Um vila que é um encanto e que ainda não está estragada pelo turismo de massas. Boa comida e boa companhia. Foram 5 dias que pareceram 20. Tivemos a sorte de apanhar as festas da terra e até tivemos show de forró.
Aqui ficam algumas fotos.

1. A praia de Trancoso


 2. O Quadrado


3. Quatro miúdos a dormir, enquanto ouviamos e dançavamos Forró e bebiamos caipirinhas


4. Detalhe da nossa Pousada


5. Os miúdos e as Tatuagens


6. Um Rio cheio de corrente e onde se era puxado, com imensa força, até ao mar



Neste dias também a nossa casa ficou muito diferente. Trouxe coisas de Lisboa e finalmente já tenho um pouco mais de "nós" aqui nos trópicos. O nosso tapete de Marrocos parece que foi feito para esta sala. E já tenho fotografias! Com molduras! Até cortinados trouxe de Lisboa e ainda bem que o fiz pois ficaram muito bem (Bendito sejas IKEA!)
Para além disso decidimos "investir" em arte. As paredes estavam totalmente nuas pelo que comprámos quadros na feira de Ipanema. Agora já temos uma casa a sério :). Ora vejam lá:

1. O nosso quarto


2. Sala / Mesa de Jantar


 
3. Sala / Zona de Estar


 4. Sala / Zona da Televisão



5. Varanda






Pronto! Acho que está tudo em dia.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Mais um ano

Adeus Ano Velho, olá Ano Novo! Um dos meus desejos de sempre cumpriu-se: passei o ano em Copacabana e assisti ao mais fantástico dos fogos de artifício do mundo. Lindo de morrer, mesmo que estivesse a chover copiosamente. Dizem por estas bandas que quando o "ano vira" e está a chover é porque vai ser um ano abençoado. Com a quantidade de água que caíu (e continua a cair) vai ser um ano muuuuito abençoado.
Durante a noite de passagem de ano estava a chover mas calor por isso nem demos conta. Tivemos uma vista privilegiada sobre um mar de mais de 2 milhões de pessoas, em frente ao mar e aos fogos de artifício. Foi lindo. Amei! Nunca tinha visto tanta gente junta. E não arredavam pé. Ficaram até às tantas da manhã na rua, a dançar e a cantar, vestidos de branco e com o copo na mão. Quando no início da noite vi que estava a chover achei que não iria aparecer ninguém em Copacabana. Mas de facto este povo é diferente dos portugueses. A sua alegria e gosto por folia é enorme e não vai ser uma chuva chata que lhes vai "cortar o barato".
Estávamos todos bem dispostos, fartamo-nos de dançar e a companhia foi óptima. O Mi e o João adoraram ver uma sambista a abanar o bum-bum mesmo em frente deles e até tiraram fotografias com ela. Descobri que afinal tenho um filho bailarino - o Mi fartou-se de dançar, com esquemas e tudo! Show de bola!

A chuva e o novo ano levaram a minha melancolia e já me sinto totalmente em forma. A vida por cá está a voltar à rotina. Os miúdos ainda vão estar de férias mais 1 mês (!) mas ... I will survive!
Vai ser um ano diferente, num país diferente, numa cultura diferente, com amigos diferentes. Mas estou cá com um palpite que vai ser um ano muito bom. Vou fazer por isso.

A todos os que gosto e estão em Portugal - ânimo! E talvez um pouco de espírito carioca ajude: o curto prazo é hoje à tarde, o médio prazo é amanhã e o longo prazo é no fim de semana. Então porque desperdiçar energias em pensamentos negativos. Vamos lá galera, toca a animar que o fim de semana está quase aí!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"Nostalgia"

  Nostalgia - (francês nostalgie)   
   1.      Tristeza causada por saudades do afastamento da pátria ou da terra natal.
2.      Estado melancólico causado pela falta de algo.
 
Chegamos ontem ao final da tarde ao Rio. Tempo abafado, mas não muito quente, céu cinzento escuro e chuvinha chata que vai caindo de tempos a tempos. A viagem correu bem, num avião todo XPTO, com televisão individual para cada um. Vi a série completa dos Kennedy (mais de 5 horas!), joguei Solitaire e li. Os miúdos portaram-se lindamente e as 10 horas de voo lá passaram sem grande demora.
Chegamos a casa os 5 mais 9 malas, 5 mochilas, 1 pasta de computador e um cão de peluche. Deu-me a febre da arrumação enquanto o Pedro foi a um jantar e os miúdos se colaram à PS3. Arrumei tudo. E era muito. Já temos o tapete de Marrocos na sala e fotografias de pedaços da nossa vida na sala e no nosso quarto. É bom ter esses bocadinhos da nossa Casa nesta nova vida. Quando cheguei à minha Casa (que será sempre a de Lisboa e por isso daqui em diante merece ser tratada por Casa, com C maiúsculo) andei a rever cada canto, cada divisão. Não fiz o mesmo aqui, pois a história desta ainda é curta e as nossas marcas ténues. Acho que com este carrego de coisas que trouxe de Lisboa vai ficar mais nossa. Vai ser "revista" com outros olhos quando regressarmos a ela depois de uns dias fora.
 
Mas o título desta crónica prende-se não com ontem mas sim com o meu "mood" de hoje. Sinto-me nostalgica, melancólica. Não são propriamente saudades, pois só saí de Lisboa ontem. Mas dou-me conta que, hoje, me faz falta Lisboa. É talvez o embate de ter estado com todos aqueles de quem gosto, que amo, num tão curto espaço de tempo. E de saber que só os vou ver dentro de uns meses. Ainda bem que vou ter familia cá em Janeiro, Março, Abril. Para revê-los e matar saudades.
Mas como a melancolia é um estado perigoso decidi reagir e não parei em casa. Saí logo de manhã cedo para ir às compras ao supermercado (eu quero o Continente !!!) e para comprar varões de cortinados. Já estão postos nos devidos lugares e ficou muito giro. Andei a entrar e a sair de casa todo o dia e por isso estive entretida. Amanhã novo dia será e de certeza que esta melancolia passará. É preciso entrarmos nas nossas rotinas, no nosso ritmo de vida daqui. Aí tudo se torna mais fácil e a nostalgia passa.
 
Numa das muitas saídas de hoje para fazer "recados" fui a Ipanema. As ruas estão CHEIAS de gente. As lojas estão cheias. As montras vestidas de branco. É giro andar do meio desta confusão de gente, todos com cara alegre e havaianas nos pés. Ainda desafiei os meus 3 "trengos" para virem comigo comprar cabides, mas não tive sorte nenhuma. Faz-me falta uma filha para estes programinhas ...  mas se calhar também me mandava passear. Ou queria que eu gastasse um dinheirão em vestidos, chinelos e brincos. Pensando bem, estou muito bem com os meus 3 "trenguinhos".
 
Já amanhã vou começar a fazer os preparativos para o Reveillon. É tempo de passar a ferro a roupa branca e "fazer a mão e o pé". E prepararmo-nos para assistir a uma das melhores festas de passagem de ano do mundo. Com alegria e saúde e felizes por estarmos bem e por todos aqueles de quem gostamos também estarem bem.
 
Escrever estas linhas fizeram-me bem. Desabafei esta melancolia e já me sinto muito mais bem disposta. Mais alegre. Mais leve. Mais carioca!
 
Fui!
 
 

domingo, 11 de dezembro de 2011

Lar Doce Lar

Depois da estadia dos amigos Castedo arrumei as malas e, como bons emigrantes, viemos passar o Natal à terrinha. Cheguei a Lisboa na sexta feira mas só agora tenho uns minutos de sossego para escrever umas, curtas, linhas. A viagem correu bem e como sempre não dormi. Cheguei 6ª feira de manhã com os miúdos e o Pedro só chega para a semana. Nessa mesma sexta feira fui passar 4 horas à Loja do Cidadão para renovar o meu passaporte e o do Kiko e do João. Não foi agradavel a espera mas estava tranquila por saber que não iam pedir à ultima da hora papeis que não estavam previstos. Aqui as coisas demoram, ainda, algum tempo mas acabam por acontecer.

Foi estranho chegar e deparar-me com 10 graus, chuva e nevoeiro. Ver a família e amigos já não foi tão estranho. Sinceramente não é falta de sensibilidade mas com as novas tecnologias, e em especial o skype, parece que estamos sempre a par do que cá se passa. Não há aquela sensação de "está mais magro ou mais velho". A minha sobrinha Maria disse-me o mesmo: "Olá Tia, vi-a a semana passada". O mesmo se passa em relação às novidades do país - para quem lê, como eu, diariamente os jornais de Portugal na internet não há noticias novas. Mas o que de facto já não via há muito tempo e que tive saudades quando revi foi da minha Casa. Das minhas coisas. Das minhas molduras com fotografias. Dos meus móveis, cortinados, livros e biblots. Andei a "zanzar" sozinha pela casa, a tentar "beber" toda essa informação visual, na ansia de abarcar tudo e registar tudo na minha memória. Se calhar devia tirar fotografias e levar, para mais tarde recordar. No final desta viagem pela Casa encontrei-me com o Francisco na varanda. Pelos vistos ele tinha feito passeio semelhante ao meu. E disse-me "Mãe, só agora me dei conta das saudades que tinha de casa, das nossas coisas". Um sábio este meu menino de ouro.

Reparo agora que senti saudades de coisas tão simples quanto:
- da minha cama e da minha almofada;
- de dormir sem ouvir barulho de carros na rua;
- de beber água da torneira;
- de usar gel de banho em frascos de 1 litro;
- de ter um carro para usar só eu, quando quero e bem me apetece;
- da minha caneca para o leite com nesquik;
- dos meus aneis, pulseiras e fios de ouro (vou andar estes dias carregadinha de aneis e fios!!!! vão achar de certeza que pareço uma ourivesaria ambulante)
- de telefonar às minhas amigas e dizer que vou lá jantar a casa ou que passo lá em casa antes de jantar para lhes dar um beijinho;
- da missa do Cupav, cheia de alma e de caras conhecidas, que me acompanham nos finais dos Domingos há muitos anos.

E se calhar de mais algumas coisas que de momento não me lembro.

Mas por outro lado também já há coisas do Rio de Janeiro que me fazem falta - sinto falta da alegria e boa disposição daquela gente, de não se falar em crise, troika ou desemprego, de sair de casa e estar automaticamente no meio da confusão da rua das lojas, de ir dar um mergulho à praia ou dois dedos de conversa no café.

A vida é assim mesmo e os Homens uns eternos insatisfeitos. Parece que nunca estamos a 100%, que falta sempre qualquer coisinha.  Mas tenho que agradecer a Deus todos os dias o facto de estarmos felizes, com óptimas casas e vidas, com saúde e com muitos, muitos, amigos dos dois lados do Oceano. Somos uns sortudos e por vezes parece que nos esquecemos disso.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sem tempo para blogar

Nestes ultimos tempos não tenho feito posts mas a razão é muito válida: tivemos visitas em casa. Os amigos Castedo estão cá desde 5ª feira e amanhã partem para Buenos Aires. Aproveitei para (re)visitar o Rio e fomos a Búzios passar o fim de semana.
Mas o tempo esteve péssimo!
Amanhã toca a fazer as últimas compras de Natal pois no dia seguinte seguimos nós para Lisboa. Só espero que os senhores pilotos da TAP não continuem com a ideia de fazer greve pois não me apetece nada ficar estacionada, com 3 miudos, no Galeão.

Aqui fica uma fotografia de Búzios: eu e os meus Homens!